Paulo Barros, “Metamorfose”
|
Metamorfose. Inauguração a 19 de Novembro 2011 Um mundo novo se abre quando estou a trabalhar num desenho, espaço onde procuro resolver e avançar, segundo diferentes questões que me vão surgindo ao longo do seu processo. Entre ensaio e erro, entre “problema” e “decisão”, o momento de desenhar constitui-se, essencialmente, como um sistema de trabalho em que a mudança, a solução, as pequenas modificações que se experimentam, permitem manter o processo em constante metamorfose. Esta mostra dá visibilidade a algumas das operações e recursos que utilizo nos diferentes processos de desenhar. Os diferentes resultados apresentados abordam assuntos e operações relacionados com a colagem, partindo do reaproveitamento e utilização de fragmentos de desenhos do meu arquivo para construir novas composições, até ao abandono do suporte. O cortar, colar, reaproveitar e fragmentar, são práticas metodológicas correntes e que são continuadamente repetidas ao longo de toda a minha prática em desenho. Em torno da experimentação de diferentes matérias, meios e temas desenvolvidos durante este período, crio novos sentidos que abrem uma nova ordem na produção da composição. A forma e estrutura de cada desenho podem, portanto, transformar-se e transformar a própria acção de desenhar, criando a ideia de um organismo em crescimento e de diferenciação entre a origem ou a ideia inicial que motiva esse desenho, e os estados que lhe precedem durante a acção de desenhar. Aqui tento apurar novas metodologias e processos. Moldo-me ao processo do desenhar, aos seus princípios e regras próprias que marcam a sua progressão. Uma espécie de progressão entre, o que se gera no acto de desenhar, e a memória e experiência que se vai resgatando de acções passadas.
••• PAULO BARROS. Nasceu em Paris em 1973. Vive e trabalha em Viana do Castelo. Concluiu a Licenciatura em Design Gráfico pela E.S.A.D. das Caldas da Rainha (2001). O meio que mais previligia como expressão artística é o desenho e a pintura. Expõe regularmente em exposisções colectivas, assim como individuais desde 1995, das quais se salientam, Fragmentos, na Galeria Fernando Santos, Porto em 2009 e Dead Man Bleeding in the Living Room, na Galeria MCO Arte Contemporânea, Porto 2007. Lecciona Educação Visual, Expressão Plástica e Pintura desde 2002. O seu trabalho está representado em diversas colecções públicas como privadas das quais se destaca a colecção de Pedro Cabrita Reis. Neste momento está a concluir o Mestrado em Desenho e Técnicas de Impressão, na F.B.A.U.P. |

